sábado, 8 de junho de 2013

Sinais de novos tempos: a relação Brasil - EUA

Mauro Santayna, no artigo abaixo replicado do blog Viomundo, reflete sobre o significado da recente visita do Vice-Presidente norte-americano ao Brasil e a retribuição da visita agendada de Dilma, que será recebida com honras especiais de Estado pelo presidente Barack Obama. Segundo Santayna, o Brasil consolidou posições econômicas e militares na América Latina que exigirão de nós uma relação diplomática construída em novos termos com os EUA.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A mídia agourenta

Reproduzo abaixo texto do Edu Guimarães (blog da Cidadania) de refrescante otimismo, em meio ao noticiário cotidiano agourento sobre o Brasil. O autor responsabiliza os barões da mídia por a taxa de investimento no Brasil não ser ainda tão vultosa quanto poderia já ser. Obviamente, tu não verás os jornalistas da Globo, Folha, Estadão, etc., em público apontado para os seus patrões como culpados. Antes verás no noticiário impresso e televisivo o que todos já vemos há algum tempo: que a culpa disso é do próprio governo, que não foi capaz de fazer as "reformas estruturais" (clichê repetido ad nauseam pelos jornalistas e especialistas com quem eles costumam bater bola), que não estabelece regras claras e estáveis para os investidores,que é leniente com a inflação, que quer controlar o câmbio artificialmente, etc.


Brasil potência militar?

Essa é pelo menos a aposta do autor do artigo abaixo, em espanhol. Prognóstico que me parece muito otimista, a julgar pelos dados utilizados como evidências pelo próprio autor. O único investimento de vulto feito pelo Brasil recentemente no seu sistema de defesa é a parceria com a França para a construção de submarinos de propulsão nuclear. Mesmo assim, esses submarinos só estarão prontos em 2020, na melhor das hipóteses. De resto, o texto ressalta os fatores que deverão ensejar o desenvolvimento militar brasileiro: sua enorme fronteira seca, sobretudo na Amazônia, cheia de água doce e biodiversidade a crescer os olhos dos países desenvolvidos, e, agora, sua cobiçada fronteira marítima, apinhada de ricos poços de petróleo pretinho e brilhante; além disso, os próximos eventos internacionais da Copa do Mundo e das Olimpíadas; por fim, a esperança do Brasil de um dia integrar o Conselho de Segurança da ONU e tornar-se um ator de destaque no cenário internacional. Por certo, essas são razões de sobra para qualquer governo fazer do investimento militar uma política de Estado importante. Porém, ter boas razões e motivações para se fazer algo não é suficiente. O Brasil ainda tem uma longa estrada a percorrer nesse assunto, sobretudo quando se compara a situação atual das Forças Armadas brasileiras com o aparato militar de países como os EUA, a França e a Inglaterra.

Câmbio: beco sem saída para o Brasil?

No texto que ora replico Nassif tenta explicar sem muito economês a armadilha cambial na qual o Brasil está preso. Será interessante voltar a esse texto mais perto do final do ano, para ver se o governo adotou alguma estratégia para sair desse imbróglio e se foi bem sucedido nisso.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Brasil: o doloroso despertar do gigante

Interessante avaliação sobre as dificuldades atuais do Brasil em conciliar o crescimento econômico e a distribuição de renda. De um lado, uma elite política e econômica que comanda as instituições e as decisões políticas, parasitária da bagunça tributária e da ineficiência dos serviços públicos. Do outro lado, uma grande maioria de famílias pobres que começam a ter acesso a bens de consumo menos primários graças aos seguidos ganhos de renda dos últimos anos. No meio disso tudo, uma classe média que recebe boa parte da carga tributária brasileira e que não teria atualmente as condições estruturais necessárias para se desenvolver com base na livre iniciativa privada. Eis o cenário apresentado pelo autor do texto abaixo.
Há, porém, uma ausência eloquente no texto: a importância do estímulo à pesquisa científica integrada com a inovação tecnológica para elevar o patamar de desenvolvimento do Brasil. O autor fala da educação básica e do saneamento básico como os investimentos públicos mais eficazes para o aumento da qualidade de vida, já que oferecem uma boa relação custo/benefício. O mesmo vale, segundo ele, para o programa Bolsa Família. Sem elevar muito os gastos do governo, esses investimentos contribuiriam para destravar o nosso desenvolvimento.

Desempenho da Indústria Brasileira no primeiro trimestre de 2013 quase surpreende

Bom texto a reler no final do ano, para comparar o prognóstico de agora com o resultado efetivo. Ele não contém reflexões sobre as causas desse desempenho, nem previsões mais detalhadas sobre o que acontecerá daqui para a frente. Por isso, valerá a pena também reler no final do ano o texto que reproduzirei no post a seguir.

sábado, 1 de junho de 2013

Negociando com nossos irmãos

O esforço para consolidar a integração econômica dos países da América Latina parece mais próximo de mostrar resultados. As dificuldades ainda são grandes e basicamente as mesmas: baixa integração da infra-estrutura entre os países da região, discrepâncias tributárias e entre os níveis de desenvolvimento econômico. Vejamos o quanto uma nova arquitetura financeira regional, como a que está se esboçando neste momento, segundo o autor do artigo abaixo, poderá ajudar na superação das dificuldades históricas de integração econômica.
Impressionante como países com histórias tão semelhantes sob vários aspectos tenham tanta dificuldade de se reconhecerem como irmãos. Na verdade, creio que isso se aplica sobretudo ao Brasil na sua relação com os vizinhos. Parece haver muito maior integração entre os países andinos, por exemplo, ou entre a Argentina e o Uruguai. Mas demora para um país continental conseguir girar o rosto do litoral para o interior.